A Arte da Fuga

Fazer música em conjunto para tocar em pequenas salas de concerto, é uma atividade presente na vida daquele que se dedica à flauta doce. Quando esta atividade torna-se profissional, significa que seus integrantes compreendem que a flauta doce é um instrumento musical genial por duas razões: a sonoridade individual de cada instrumento é facilmente distinguível e, ainda assim, combina perfeitamente com a dos outros instrumentos da mesma família. Assim é a flauta doce. Um instrumento aparentemente simples que proporciona a execução de textos musicais complexos de maneira sublime.

O CD A Arte da Fuga demonstra o completo domínio de Bach, da mais complexa forma de expressão musical dentro da música erudita (o contraponto), e o completo domínio do Quinta Essentia quarteto da arte de fazer música com flautas doces.

J. S. Bach (1685 – 1750) A Arte da Fuga (1749) – BWV 1080
Contrapunctus 1
Contrapunctus 3
Contrapunctus 2
Contrapunctus 4
Canon in Hypodiapason – alla ottava
Contrapunctus 5
Contrapunctus 6
Contrapunctus 7
Canon in Hypodiatessaron al roversio e per augmentationem
Contrapunctus 8, a 3
Contrapunctus 9, a 4 alla Duodecima
Contrapunctus 10, a 4 alla Decima
Contrapunctus 11, a 4
Canon per augmentationem in Contrario Motu
Contrapunctus 12, a 4: rectus
Contrapunctus 12, a 4: inversus
Canon alla Decima – Contrapunto alla terza
Contrapunctus 13, a 3: rectus
Contrapunctus 13, a 3: inversus
Canon alla Duodecima in Contrapunto alla Quinta
Contrapunctus 14 a 3 soggetti
total: 81’41”

“Primeiro, uma versão apaixonante de A Arte da Fuga, o monumento de 14 fugas e cinco cânones sobre um só tema deixados por Bach sem nenhuma indicação de instrumentação, com o quarteto de flautas doces Quinta Essentia. É seu terceiro CD em dez anos de existência, e atestado de maturidade e afirmação internacional, pois foi gravado para o selo ARS, em Hamburgo, Alemanha. Eles trabalham com instrumentos históricos, de época, ou réplicas, “porque oferecem mais contrastes (…) maior variedade na sonoridade, rica em contrastes, com maior número de instrumentos”. O resultado é arrebatador.”
por João Marcos Coelho / Estadão – 08/2017