Sexta edição do ENFLAMA termina com grande sucesso!

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06/12

Quinta Essentia and Paul Leenhouts
Concerto de Abertura do ENFLAMA no auditório do MASP em São Paulo – 06/06/2012
Quinta Essentia e Paul Leenhouts

Rádio Estadão ESPN – Divirta-se


Em 2012, o Quinta Essentia assumiu mais uma vez a organização do ENFLAMA (06 a 10 de Junho de 2012). O desafio do grupo agora era fomentar a prática de conjunto das flautas doces no Brasil. Para isso, escolhemos o tema “Flauta doce e suas aplicações em trabalhos coletivos ligados às práticas pedagógicas ou performáticas” e convidamos o flautista Paul Leenhouts para trabalhar com grupos brasileiros, devido à importância internacional do flautista para a prática coletiva da flauta doce, através de seu trabalho com o Amsterdam Loeki Stardust Quartet e do grupo de seus alunos, coordenado por ele, The Royal Wind Music.

Paul Leenhouts e a prática coletiva da flauta doce

Porém, não sabíamos que esta era uma inquietação também de outros países da América Latina. A sexta edição do ENFLAMA não foi somente nacional. Com a participação de flautistas do Peru e do Uruguai, o encontro passou a ser Latino Americano. “Para nós, foi muito importante participar deste encontro. Saber que as nossas inquietações não são diferentes das inquietações dos flautistas brasileiros. Além disso, foi de extrema importância perceber uma singularidade: os flautistas brasileiros são empreendedores, ou seja, colocam em prática suas ideias”, comentou a flautista Cristina Pinto Canelo.

Grupo Peruano de flautas doces
grupo Sonqo Saminchay do Peru – durante o concerto FRINGE

 

A programação foi dividida em master classes de grupos com Paul Leenhouts em todas as manhãs durante 4 dias, além das apresentações de trabalhos acadêmicos relacionados à flauta doce, palestras-oficinas e concertos.

Doce Harmoniagrupo Doce Harmonia de Uberlândia – MG – durante o concerto FRINGE

O momento mais bonito da sexta edição foi o concerto FRINGE de grupos Latino-Americanos de flautas doces. O concerto contou com a participação de três grupos brasileiros, que, por coincidência ou não, pertenciam a três estados que tiveram edições do ENFLAMA em anos anteriores. O grupo Flauta de Bloco da Universidade Federal de Pernambuco, o grupo Flautarium da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, o grupo Doce Harmonia do Conservatório de Música de Uberlândia e o grupo Sonqo Saminchay do Peru. Esse momento revelou belos trabalhos e uma unidade, apesar das distâncias: a prática da música regional para flauta doce. “Em mais de 30 encontros de flautas doces que organizei, o que mais gostei de ver nesse encontro foi o quanto os grupos se preocupam em fazer a sua música, em trazer a música regional em suas apresentações. Gostei muito de vir aos concertos, e pela primeira vez, não conhecer as músicas executadas. Foi uma experiência maravilhosa para mim” disse Paul Leenhouts ao final do ENFLAMA 6.

Grupo Flauta de Bloco UFPE
grupo Flauta de Bloco da UFPE – durante o concerto FRINGE

 

Dentre os principais assuntos discutidos durante a sexta edição do encontro estavam: a produção do som da flauta doce solista e em conjunto, as escolhas na interpretação, a importância de se correr riscos para a vida do artista, a relação da arte e Academia (prática, teoria e educação), o papel da flauta doce na educação musical e projetos relacionados à música contemporânea para flauta doce (erudita, regional, popular).

Flautarium
grupo Flautarium da UFRGS – durante o concerto FRINGE

Além dos 70 inscritos para o ENFLAMA 2012, o encontro reuniu um público rotativo de aproximadamente 300 pessoas que acompanharam todos os concertos da programação lotando o salão nobre do Centro Universitário MariAntonia da Universidade de São Paulo e o auditório do Museu de Arte de São Paulo.

Público do ENFLAMA

Foram quatro dias de extrema alegria em conjunto e valorização da flauta doce. Neste momento, não se sabe o futuro da sétima edição do ENFLAMA, pois a cidade sede ainda não foi escolhida. A única certeza que temos é a da importância de eventos como este para o crescimento da prática da flauta doce na América Latina, o ensino e estudo do instrumento com seriedade, a busca pela criação de novos espaços de atuação para grupos e solistas e a valorização e incentivo da música regional atual, e porque não dizer, nova, para a flauta doce.

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